Metamorfose: Um Romance Filosófico

Discute-se muito, sobre as obras do universo Kafikiano, é certo que Kafka é um filosofo, como Voltaire que publicou o cândido Kafka, publica sua filosofia humanista, por meio de seus romances
O que atingiu maior sucesso foi ´´A metamorfose´´. Dispensa-se aqui, um resumo desta obra, pois todos sabemos da história de Gregor Samsa, o caixeiro viajante que acorda como uma barata, mas sem saber o porque.
    Todos nós acordamos estranhos um dia, Kafka quis mostrar aqui, o quanto nos sentimos deslocados em relação ao mundo em que vivemos. Simplesmente de forma sutil. Kafka nos problematiza o existencialismo e a condição humana.
  Nota-se que Gregor, rapidamente aceita sua transformação, muito pouco se espanta, mas de mais, se confunde com ela, ao contrário de seus parentes, principalmente seu pai e sua mãe, que se assustam e mais adiante os inquilinos de seu pai, os estranhos também se assustam.
A barata é um animal repugnante, para a maioria das pessoas, Kafka de um certo prisma, relata as nossas transformações, que são notadas pelos outros, os demais, e de que certo modo podem causar espanto, ou pena, como no caso da irmã de Gregor que o visita e o alimenta, caso precise.

Adaptar-se, é a grande qualidade do ser humano, e sabemos que Gregor se adaptou rápido a transformação, mas as vezes, este pode ser um processo lento em relação a maioria.
O orgulho, (num bom sentido), e a perseverança, pode ser qualidades longevas, para quem está passando por transformações. O romance de Kafka pode até ser trágico, Gregor pode até ser ignorado e desprezado em diversos momentos pelas pessoas e sua família, mas    ele encontra um jeito de conviver com isso, até acostumar (e gostar do seu novo ´´status´´.
 Talvez o mais difícil seja convencer os demais de seu valor mesmo num momento de revés, Kafka capta bem esse sentimento em sua Obra, Gregor precisa então tomar consciência de seu eu modificado e após isso tentar se reinserir no contexto de sua família. O que também precisamos nós praticar, talvez dia a dia, cada vez que vivemos mais um ano ou mês.


PS: O livro é curto cerca de 60 páginas dependendo da edição, eu gastei cerca de  4 horas para lê-lo e exercer uma reflexão construtiva sobre ele.              

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