Primo Basilio

O Primo Basílio, é uma obra de Eça de Queiroz, que critica a sociedade lisboeta, ferinamente. utiliza o humor ácido e um casal da classe média, para justamente criticar os costumes da classe média de Lisboa, além do instituição do casamento.
Utilizando personagens carismáticos, que escondem grandes problemas por trás de suas máscaras, Eça, estabelece um enredo de Adultério, traição e chantagem, muito envolvente.
No Século XVIII, era muito comum que as mulheres ficassem em casa enquanto os maridos saiam á trabalho, é o que acontece com Jorge, que deixa Lisboa para ir até Alentejo, tratar de negócios, deixando sozinha sua mulher Luísa, que não tinha mais do que a companhia de duas empregadas, Joana e Juliana. O casal parecia levar uma vida tranquila, mas parece que a crítica que o Autor deseja fazer aqui é que por trás de toda a vida ´´normal´´ tem algo secreto e que se revelado trairia ´´anormalidades´´ para essa vida perfeita.
A Anormalidade na vida de Jorge e Luísa, é o primo de Jorge, Basílio, que resolve deixar  Paris, para voltar á Lisboa. Quando vai fazer uma visita a Jorge, Basílio descobre que Luísa está só. O romance caracteriza Basílio, como conquistador e ´´bon vivant´´. Claramente que ele iria utilizar seu charme para conquistar Luísa. Ela por sua vez é considerada como uma moça jovem e romântica e que com um pouco de insistência é conquistada e se apaixona verdadeiramente por Basílio.
Juliana é uma empregada, invejosa e culpa sua patroa, por sempre maltratá-la , como é gananciosa, ela é primeira a notar que Basílio e Luísa andam se encontrando em seu ´´paraíso´´, então ela por sua parte espera a oportunidade de surpreender e chantagear sua patroa.
Isso acontece quando Juliana intercepta uma  carta de amor que Basílio enviara para Luísa e então passa a utilizar essa prova para chantagear sua patroa. Essa parte do romance mostra a inversão que a chantagem pratica, agora Luísa, sendo frágil e delicada tem que lidar com os serviços da casa enquanto Juliana assume o papel de patroa. Isso dura até mesmo após o retorno de Jorge de Alentejo, ele mesmo não deixa de notar isso, e começa a questionar, quanto a Luísa, ela ao mesmo tempo tenta distrair o marido e tentar achar um jeito de se livrar de Juliana, agora sem Basílio, que tinha retornado para a França.
 O romance se desenvolve, em meio a esta luta entre empregada e patroa, até que com a ajuda de Sebastião, Luísa consegue se livrar de Juliana. Em verdade Juliana acaba morta, entretanto Luísa, mesmo com o alivio, não consegue por muito tempo conviver com o ocorrido, acaba doente e acamada.
Jorge descobre a traição, mas perdoa a esposa doente e acaba por cuidar dela, por desgosto Luísa morre, Jorge vai viver com Sebastião e Basílio volta a Portugal, onde recebe a noticia que Luísa faleceu.  No entanto zombando da ingenuidade da mesma, pelas suas palavras prova que não sentia nada por Luísa, e que o romance entre os dois não passava de uma aventura.
O primo Basílio, também faz criticas a toda uma burguesia lisboeta por meio de seus personagens, entre eles podemos citar: D. Felicidade a religiosa, Conselheiro Acácio, o que diz obviedades, mas se considera muito inteligente e Leopoldina, fiel escudeira de  Luísa, e que a convence de certa maneira á se entregar ao amor com Basílio.
O livro de Eça de Queiroz, é típico do séc. XIX, mostrando uma faceta da sociedade que se mantinha escondida, muitas das vezes uma faceta suja e feia, que todos fingiam não existir.        
               

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