Em tempo Sombrios: Reflexões sobre o Amor

 

   




Amar é um privilégio que poucos sabem usufruir, e a vida cotidiana nos demonstra que ao mundo falta amor, sempre, seja graças a nossa seletividade, ou à seletividade da mídia, nos deparamos com historias cruéis de abuso, desconsideração e maus tratos, além da violência. Se ficarmos vigilantes ao notíciario acharemos que o mundo é vil; e muita das vezes ele o é, você com certeza encontrará uma imensidão de casos em que uma pessoa tenta tirar proveito da outra até mesmo entre pessoas apaixonadas, ou entre familiares. Mas por que isso acontece? A resposta não sabemos, mas podemos deduzir a causa, a falta de amor.

Mas o que é o amor? eu posso tentar responder da única maneira que sei, através da filosofia. 

Na tapeçaria tecida pela filosofia grega, o amor é um fio dourado que atravessa o pensamento de grandes mentes como Platão, Aristóteles e os estoicos. Para Platão, o amor, ou eros, é a escada que nos eleva ao divino, um desejo ardente que nos impulsiona a transcender o mundano em busca da verdadeira beleza e sabedoria. No diálogo “O Banquete”, ele nos apresenta a ideia de que o amor é mais do que uma atração física; é um caminho para a imortalidade através da procriação, seja ela física ou intelectual.

Aristóteles, discípulo de Platão, reorienta o foco do amor para o terreno da philia, a amizade. Para ele, o amor é a cola que une a sociedade, uma reciprocidade que sustenta a ética e a política. A philia de Aristóteles é um amor que encontra alegria na virtude do outro, um compromisso mútuo que floresce em um terreno de igualdade e boa vontade.
Os estoicos, por sua vez, oferecem uma visão mais austera do amor. Eles veem o amor não como uma paixão que devemos perseguir, mas como um afeto que deve ser temperado pela razão. O amor estoico é desprovido de possessividade e ciúme; é um amor que aceita e valoriza a liberdade do outro. Para os estoicos, o amor é uma expressão de sympatheia, uma compreensão de que todos somos partes de um todo maior, interconectados e interdependentes.
Essas três escolas de pensamento tecem uma visão rica e multifacetada do amor. Platão nos eleva, Aristóteles nos une, e os estoicos nos lembram da importância do equilíbrio. Juntos, eles nos oferecem um legado de amor que é tanto uma busca pela excelência quanto um reconhecimento da nossa humanidade compartilhada. O amor, na filosofia grega, é um conceito tão vasto quanto o mar de onde emergiu Afrodite, tão profundo quanto os olhos de Atena, e tão duradouro quanto os pilares do Partenon. É um amor que desafia o tempo, que nos ensina a buscar a beleza, a verdade e a bondade, e que nos inspira a viver vidas de virtude e significado. 

Para termos acesso ao amor de forma verdadeira então, devemos projetar o ''outro'' em nós mesmos, ou o que eu costumo muito referenciar '' se não amarmos a nós mesmos, nunca amaremos nínguem; isso quer dizer que o amor é primeiramente egoista? Pode-se dizer que sim, pois se nos nos amamos, não machucariamos a nos mesmos, e se amamos o outro como amamos a nós não machucariamos o outro na mesma medida. 
Por isso o amor envolve como demonstrado, admiração, cumplicidade e empatia, encarar o outro como uma parte de si mesmo, mais afundo, com uma parte do universo e quiça da mesma matéria do mesmo atómo. Se somos por conseguinte feitos da mesma matéria, ou seja viemos do mesmo lugar, porque nos tratamos diferente? O preconceito parte de um conceito burro, pois nega que todos somos e viemos da mesma origem, quando me vejo não vejo nada de diferente em mim que não tenha em outra pessoa, por isso o preconceito e antibiológico e antinatural. 
Só não praticamos o amor, quando cegados pelos vicios e vaidade da vida societária, quando competimos um com  o outro por motivos banais, nisto hei de concordar com o conceito de corrupção russoniano, a fisologia competitiva do homem o corrompe e a sociedade de aparencias falsas impulsiona esses fatores. 
Claro, não é possivel amar a todos, quem nos faz mal não merece nosso amor, mas nem por isso devemos ficar reativos e acumular odio, pois ele alias faz mal a saúde.
Sempre tento praticar o amor, quando ele não é possivel só me afasto, pois minha saúde é importante e quem não se compadece de nossa saúde não está pronto para nos amar de verdade.
Digo que devemos amar e ser justos, e se afrontados devemos nos preservar, mas nunca devolver veneno com veneno, pois se todos forem envenenados, todos morremos.  

Os estoicos, por sua vez, oferecem uma visão mais austera do amor. Eles veem o amor não como uma paixão que devemos perseguir, mas como um afeto que deve ser temperado pela razão. O amor estoico é desprovido de possessividade e ciúme; é um amor que aceita e valoriza a liberdade do outro. Para os estoicos, o amor é uma expressão de sympatheia, uma compreensão de que todos somos partes de um todo maior, interconectados e interdependentes.

Essas três escolas de pensamento tecem uma visão rica e multifacetada do amor. Platão nos eleva, Aristóteles nos une, e os estoicos nos lembram da importância do equilíbrio. Juntos, eles nos oferecem um legado de amor que é tanto uma busca pela excelência quanto um reconhecimento da nossa humanidade compartilhada. O amor, na filosofia grega, é um conceito tão vasto quanto o mar de onde emergiu Afrodite, tão profundo quanto os olhos de Atena, e tão duradouro quanto os pilares do Partenon. É um amor que desafia o tempo, que nos ensina a buscar a beleza, a verdade e a bondade, e que nos inspira a viver vidas de virtude e significado.

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